10 de junho de 2026
Os Estados Unidos realizaram uma série de bombardeios contra o território do Irã, quebrando um frágil acordo de cessar-fogo em vigor na região. A ofensiva militar foi confirmada pelo Comando Central norte-americano como uma retaliação direta à derrubada de um helicóptero de ataque Apache do Exército dos Estados Unidos, ocorrida na região estratégica do Estreito de Ormuz.
A ordem para os bombardeios partiu diretamente do presidente Donald Trump, que classificou a ação militar como uma resposta forte e poderosa à agressão iraniana. O governo de Washington justificou a incursão como uma missão proporcional e de autodefesa, direcionada principalmente contra os sistemas de defesa antiaérea, radares e estações de controle que monitoram o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, via crucial para o comércio global de petróleo.
Mídias estatais iranianas e agências locais relataram que as explosões e alertas de sirenes se concentraram na porção sul do país. Entre as áreas atingidas estão a ilha de Qeshm, o porto de Bandar Abbas e as cidades de Sirik, Kohstak e Minab, situadas na província de Hormozgan.
Antes do início da retaliação norte-americana, Donald Trump havia utilizado suas redes sociais e declarações públicas para denunciar o abate do helicóptero Apache altamente sofisticado durante um voo de patrulha. Conforme os relatórios oficiais, os dois tripulantes da aeronave conseguiram ser resgatados com vida e sem ferimentos graves por um drone marítimo operado pelos Estados Unidos.
A reação por parte das autoridades em Teerã foi imediata e elevou a retórica de guerra. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou publicamente que as poderosas forças armadas do país não deixarão o ataque ou qualquer nova ameaça sem uma devida resposta. Em tom de aviso aos militares norte-americanos, o chanceler cobrou a retirada das tropas estrangeiras das proximidades, enfatizando que os invasores externos historicamente enfrentaram destinos terríveis no Golfo Pérsico.
A Guarda Revolucionária iraniana também emitiu comunicados prometendo ações contundentes. Relatos da mídia local indicaram que forças iranianas já teriam respondido à ofensiva utilizando drones contra instalações associadas à Quinta Frota Naval dos Estados Unidos, que mantém base no Bahrein.
A retomada das hostilidades diretas interrompe o período de trégua estabelecido em abril e frustra os discursos anteriores da diplomacia de Washington, que apontavam para a possibilidade de finalização de um acordo de paz amplo. O conflito na região havia se intensificado nos primeiros meses do ano, envolvendo também operações militares de Israel e do grupo Hezbollah no Líbano, e agora volta a colocar as duas potências em rota de colisão direta.
